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Esse blog é um espaço para a reflexão de como podemos fazer para Viver de Teatro.
É possível? Vale a pena?
Espero que meus relatos e os comentários postados aqui por vocês possam servir de debate nessa discussão.



quarta-feira, 26 de março de 2014

Faz tempo...

Tantas coisas acontecem em um ano que quando a gente dá conta o tempo levou e trouxe coisas inesperadas.

Voltando ao Blog hoje depois de muito tempo. Estava com saudade dos desabafos, compartilhamentos e constatações dessa aventura que é viver de teatro.

Destaco aqui alguns tópicos muito interessantes, que depois falarei sobre eles com calma e com toda a dedicação que merecem:

  • Duas turmas, ao mesmo tempo, no Curso Técnico em Arte Dramática - SENAC Ribeirão Preto
  • Palestras sobre O TEATRO NA SALA DE AULA
  • Direção do espetáculo infantil QUEM ROUBOU MEU SAPATINHO
  • Convite para Oficina de Teatro de Rua pelo SESC
  • Início do Processo de Direção de um novo espetáculo de Rua - Carlota Joaquina
  • Início do curso livre de TEATRO MUSICAL no SENAC Ribeirão Preto
  • Aprovação no PROAC - Circulação/ Rua com UBU Rei
  • Festival de Teatro na Espanha

Prometo que volto logo, falando sobre esses processos!

Um abraço a todos e Merd(r)a

quinta-feira, 16 de maio de 2013

TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA


 Foto do espetáculo HAMLET - ESPECTRO DE SI MESMO


Com o mesmo título que o dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues deu para uma de suas peças eu inicio o assunto aqui. A nudez ainda é um impacto polêmico que permeia a arte teatral.

No auge dos anos 70 a nudez era uma forma libertária que muitos artistas usavam para ecoar numa sociedade hipócrita e presa a padrões morais. Mas o que é estranho é o fato de que ainda hoje temos pessoas que ficam chocadas com essa atitude quando levada à cena.

Parece que o nu é até perdoado quando mostrado no cinema ou nas artes plásticas, mas no teatro... Quanto barulho! Em alguns espetáculos que dirigi introduzi algumas cenas de nudez, que pra mim tinham extrema coerência com a proposta da peça. Em alguns momentos, belos e delicados, em outros, escandalosos e eróticos.

O que impressiona é que, após o espetáculo, onde ocorrem alguns debates, muitas pessoas não falam sobre a obra, a estética, mas resumem-se em investigar como foi para o ator a sensação de ficar pelado (a) em cena, mesmo que tenha mostrado apenas um mísero seio.

A sociedade ainda está arraigada ao comportamento da década de 70? Mesmo com as ousadas novelas das 8h (ops! 9h) e com os vídeos que rolam a solta pela internet? Muitos insistem em implicar com o teatro.

O fato mais interessante é que ainda deparo-me com atores, candidatos ao teatro profissional, que ingressam um curso técnico profissionalizante e que têm ainda esses pudores: “não estou preparado”, “meus pais nunca vão aceitar”, “ainda não é a hora”, “meu corpo não tá legal”... Ora, um curso é um momento para experimentar todo o potencial que é exigido de um ator e ficar nu não deve passar pelo crivo da moral, dos pais, da vaidade do corpo e sim pela questão: qual a necessidade? O que se quer dizer com isso em cena? Acontece que essas pessoas, fechadas em seus motivos, não irão se convencer com os milhares de argumentos que professores, diretores e colegas possam encontrar.

Então quando é a hora certa? A hora de tirar a roupa é quando se pede, ou numa rubrica, ou numa sugestão de direção ou mesmo numa proposta de cena. Os motivos estão lá, basta encontra-los ou cria-los.

Uma obra de arte não é feita para agradar aos pais, aos namorados, aos amigos. É uma obra para ser apreciada. Se gostar, come mais, se não gostar, come menos.

E eu tenho certeza... a gente ainda vai voltar nesse assunto por aqui!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Depois da Tempestade vem o que?


Quero comentar sobre dois assuntos que vibraram essa semana envolvendo a turma do curso técnico em Arte Dramática.

O grupo ainda não é grupo, pelo menos profissionalmente estão se empenhando para ser, mas já sofrem as dificuldades que um grupo enfrenta para se ajustar. Formados por pessoas diferentes é óbvio que as ideias e argumentos e alguns momentos se conflitem, mas que fique o que une esse pessoal: o fazer teatral.

Quando o fazer teatral for a massa de união entre artistas, quaisquer problemas pessoais serão dissolvidos e picuinhas não encontrarão espaços para proliferarem.

Num meio onde a vaidade e o egocentrismo brota mais que erva daninha, é comum ver atores com ciúmes entre si, sentindo-se injustiçados, expostos e o diabo a quatro.

Duas questões considero fundamental: 1 – Com Diretor não se discute. 2 – Não se tem o mesmo peso e a mesma medida para soluções parecidas.

Vou começar falando sobre essa afirmação forte de que com diretor não se discute. Gosto da figura do diretor, e, às vezes, também exerço esse papel. Quando delegamos esse “poder” para que um indivíduo exerça a função de direção de um grupo sabemos que ele é o líder e tem uma visão ampla sobre o espetáculo. O bom ator acata, executa. Entrar em discussões só gera um clima tenso e a dispersão de energia que deveria estar sendo gasta para a criação artística. Fui breve, mas posso, futuramente, voltar a falar sobre isso com mais vagar.

Já com a ideia de justiça (eu odeio os justiceiros de plantão) não podemos usar a mesma regra sempre. Aliás, a palavra regra nem cabe no teatro. “A única regra que existe no teatro é a de que não existem regras”, já dizia Dario Fo em seu Manual Mínimo do Ator. O fato foi que um ator não poderia estar presente no ensaio geral visto que ele tinha uma apresentação. Alguns atores colocaram que a regra era a de que quem não estivesse presente não poderia apresentar. Ora, devemos levar em conta o motivo da falta. Faltar por uma apresentação deveria ser motivo de comemoração. Vivemos num país onde se apresentar é cada vez mais raro e quando temos um aluno que já tem o êxito de estar numa companhia profissional deveríamos fazer de tudo para ajudar, conciliar, resolver. Mas não sei se o ciúmes, inveja, seja lá o que for, cega completamente um grupo de amigos que esse grupo é capaz de excluir, numa atitude “bigbrotheana” de “eliminar que dá trabalho”.

Grupo de amigos eu detesto! No Teatro somos, em primeiro lugar, grupo de atores, profissionais! Já escrevi sobre isso aqui no blog.

Mas apesar de tudo isso, gosto da dialética, das discussões, do colocar a cara a tapa e até mesmo do conflito que isso gera. Para os orientais é a partir do caos que se gera a solução.

Se esse capítulo gerar reflexões e transformações, certamente elevará o nível de quem está participando do conflito, até porque os covardes se afastam do duelo. Mas se cada um se cercar do que pensa, das próprias convicções fundadas num orgulho idiota, esse episódio terminará com pessoas apartadas e desmotivadas.

Quem é líder? O que quer para o seu grupo? Como se cercar de pessoas talentosas? Como administrar vaidades?

quarta-feira, 14 de março de 2012

Boccaccione volta em 2012 na escola Waldemar Roberto



Apresentação de trechos do espetáculo UBU REI para divulgação do início das atividades desse ano.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Prêmio - Cooperativa Paulista de Teatro

Foi uma viagem para São Paulo não como esperávamos... Um calor descomunal, um trânsito que fluía e uma festa que acabou muito cedo. O Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro ficou para o Grupo Barracão, de Campinas, com uma história linda e um repertório de espetáculo de altíssimo nível. A indicação, já sabíamos, era o nosso prêmio! Estar entre os grandes, entre artistas que admiramos, já é de uma satisfação plena.


Fico muito feliz porque nossos gritos Ubuescos estão ecoando de Ribeirão Preto para a Capital. Estamos fazendo uma trajetória inversa e provocando os olhares para a arte que acontece, com muita força e honestidade, no interior de São Paulo.

A cada encontro e reencontro com muitos artistas que vivenciaram o festival de Santos ao nosso lado ficava nítido: como somos queridos. Isso é muito bom. Ofereciam casas, apoio, queriam vir para Ribeirão Preto. Uma festa! Lembrando que o Teatro surgiu dessas festas em louvor a Dionísio, creio que estamos fazendo nosso trabalho como ato de Louvor.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

III Mostra de Teatro OLHO DA RUA - Santos/SP

Mar, você sabe o quanto te quero, mas desta vez te troquei por meu verdadeiro amor: o teatro!


Fui até Santos e o tempo chuvoso já anunciava que a praia, a mais popular atração da cidade, se renderia a III Mostra de Teatro de Rua organizada pela Trupe Olho da Rua.

Um aconchegante alojamento, pensado nos mínimos detalhes, acolheu diversos grupos de teatro de rua de todo o Brasil. Grupos que se apresentaram pelas praças, ruas, galpões, vielas e até mesmo na praia.

O grande professor Alexandre Mate conduziu os debates, críticas e reflexões conclamando os artistas para uma consciência politizada do que se faz na rua. Também me preencheu muito os encontros realizados no SESC falando sobre o papel da crítica e um pouco da história do teatro de rua.

Permanecer por todos os 5 dias na Mostra fez toda a diferença.
Momentos incríveis de trocas, de contatos, de reflexões, mas também de muita festa, alegria, música y otras cositas más...

Desejo que todos os festivais se espelhem nesse modelo para que nossa participação permita esse encontro maravilhoso entre artistas e as facetas da arte.

Registro aqui meu agradecimento profundo a TODOS os integrantes da Trupe Olha da Rua que, carinhosamente, cuidou desse bando de arruaceiros!

Ah... Sobre o mar... ele foi meu amante por uma tarde toda, afinal quem resiste a tamanha sedução?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mesa redonda - Os caminhos do Teatro para Crianças

Na manhã do domingo do dia 15 de janeiro nos reunimos no espaço cultural  FÁBRICA DE SONHOS para debatermos os caminhos do Teatro para Crianças.

Estavam presentes diversos diretores de espetáculos apresentados durante o Festival.

Os principais assuntos abordados:

Busca constante pela qualidade artística;

Trabalhos criados a partir da pesquisa e não apenas com o intuito de "vender rápido";

Criar espaços para o debate, apresentações e trocas sobre o Teatro para Crianças;

Pensar no Espetáculo para toda a família, afinal a criança geralmente está acompanhada;

O lúdico em cena;

Profissionalização e valorização da profissão pode remeter a uma valorização do trabalho. (Um ator, quando faz uma peça infantil, segundo o piso do SATED, deveria ganhar metade do que se paga a um ator de peça adulta. *O mesmo ocorre com o teatro de rua);

Temas para as peças: Clássicos, Dramaturgia nova, Releituras;

O que montar e Como montar?

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Muitas outras coisas foram discutidas e o calor do debate não consegue ser transferido para a tela do computador. Sugiro que esses tópicos acima possam nortear algumas indagações sobre a arte que desempenhamos e nosso papel enquanto "fazedores de teatro".

Um abraço!

domingo, 15 de janeiro de 2012

A Música como elemento lúdico - 14/01/2012

Neste último dia de Oficina cada aluno participante levou um instrumento musical ou algum objeto de onde pudesse extrair uma sonoridade interessante. Desenvolve os exercícios motivando o jogo do ator com a sonoplastia até criarmos uma cena baseada num conto francês.

Fotografias, trocas de e-mail, Facebook... O balanço foi muito positivo. Um momento para olhar o teatro de uma outra forma, de brincar, jogar e manter vivo o jogo de cena.

Às 15h assisti João e Maria e finalizei o dia vendo um monólogo. Algumas ices para brindar e comemorar esses dias dedicados ao teatro, muitas conversas na porta do espaço cultural Fábrica de Sonhos e hora de começar a fazer as malas, pois Ribeirão Preto me espera e já estou com saudade...

sábado, 14 de janeiro de 2012

13/01/2012 - Mais um dia em S. J. Rio Preto

No segundo dia de oficina discutimos a relação do jogo entre o ator e seus companheiros de cena, os elementos (cenário, figurino, adereços) e a plateia. O estímulo foi uma improvisação livre. Dois novos integrantes viram a compôr o grupo.

Na saga de assistir aos espetáculos apresentados no festival pude apreciar um trabalho embasado em uma cama elástica às 15h. Mas o que me chamou a atenção foi um grupo de crianças, alunos de teatro que se apresentaram às 17h. Muita energia e um jogo vivo deixava claro que aqueles meninos realmente gostavam de fazer teatro.

Na plateia do Municipal me surpreendi com uma mulher, sentada atrás de mim, que dizia para uma criança: "Não, essa peça não é das pintainhas..."
Virei para trás e me apresentei como ator e diretor do trabalho. Ela me disse que o menino havia amado o espetáculo e queria ver de novo. Ela fez o menino dizer do que se tratava a peça e ele comentou: "Biga da galinhas bancas cas petas". (lindo!!!)

Meia noite vi um trabalho muito interessante dirigido pelo querido Homero. A peça Orégano foi um dos pontos altos dessa temporada.

Não posso deixar de mencionar o contato que tive com alguns integrantes da Cia. Cênica. Conheci também o local onde ensaiam e guardam os elementos de cena. Compartilha os um pouco da organização de cada grupo e como se estrutura.

Amanhã tem mais...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Início da Oficina - O Ator e o Lúdico

12/01/2012

Primeira oficina do ano...

Acordei cedinho, tomei um delicioso café no hotel e fui para o espaço cultural Fábrica dos Sonhos. 7 sedentos alunos me esperavam. Conversamos sobre nossas trajetórias, nos apresentamos e fomos buscar compreender a relação do ator com o jogo, com a brincadeira em cena, com o lúdico.

Quebrar o pensamento naturalista e interpretar relacionando com uma encenação lúdica e simbólica é o objetivo dessa oficina. Começamos com exercícios corporais e vocais, sempre relacionando o grupo. Seguimos para criações de cena embasadas nas conhecidas fabulas de Esopo. Finalizamos com as analises das cenas e percebendo a dificuldade de manter vivo o jogo entre os atores.

Saindo da oficina fui almoçar com a galera que participa da organização do festival. Segui na maratona vendo 3 espetáculos: às 15h, 17h e 0h. Gente conhecida na platéia, ex-alunos de varias cidades por onde tenho passado...

Boa experiência, dia intenso e cansativo!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Teatro para Crianças é o maior barato

No dia 11 de Janeiro chegamos em São José do Rio Preto, uma cidade fantástica, que tem nos acolhido tão bem, para mais uma apresentação do Boccaccione. A primeira apresentação do ano. O início oficial dos novos integrantes da companhia, os atores Diego Freiria e Vilsinho Juri. Um nos ajudou na contra-regragem, o outro na luz do espetáculo Para Onde Leva o Rio.

O teatro Municipal de Rio Preto estava lotado, como em outras ediçōes, mostrando o sucesso do evento. A apresentação foi muito gostosa. Eu participei como ator no elenco, substituindo o Milton que ainda sofre com o problema da visão.

Almoçamos no delicioso restaurante português. Quando voltamos do almoço um incidente muito desagradável: haviam roubado a mochila da atriz Carol Nurza com seu figurino e se notebook. Improvisamos uma outra roupa e fomos para a cena tentando esquecer o problema. Faltou empenho da direção do teatro para ajudar a resolver. A produção do festival tentou de todas as formas nos ajudar... Alias, a produção desse festival é sempre muito cuidadosa conosco. Faz toda a diferença um evento artístico cuidado por artistas...

Finalizamos o dia (noite) no Mc Donald's. Todo o elenco partiu e eu fiquei para a oficina que aconteceria no dia 12. Gosto muito da presença de da companhia dos boccas... Fiquei com saudade!

Ah... Não posso deixar de mencionar o espaço lindo que está sediada a cia Fábrica dos Sonhos, organizadora do festival. Algumas atividades estão ocorrendo lá. Lugar lindo, muito bom gosto, funcional, equipado para oficinas e apresentações, além dos ensaios do próprio grupo. Vimos uma peça lá. Um tanto didática, mas vale pela diversidade que um festival proporciona. Meia noite estava lá eu de novo para ver uma adaptação do texto Esta Propriedade Está Condenada.

Agradeço a Drika e ao Fagner por sempre nos receber, guiar, contextualizar tão bem aqui em Rio Preto.

Amanhã tem mais...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Fim de ano para o Boccaccione

Fim de ano um pouco vazio esse sem auto de Natal, com o Milton tendo que antecipar sua ida para Votuporanga e os integrantes do Grupo cheios de coisas pessoais que impedem nossos encontros como sempre foi. Tem horas que o preço que pagamos para nosso crescimento é caro e doloroso.


Os planos para 2012? Ainda confuso 2012 aponta um caminho novo, provavelmente novos nomes integrarão e outros aprenderão a refazer seus caminhos... Nem mesmo eu ainda consigo planejar direito o que poderemos fazer e os projetos que desenvolveremos. Mas isso também é uma forma de aprendizado e lidar com o inusitado, apesar de tirar o controle de nossas mãos, pode nos trazer grandes e boas surpresas.

Obrigado a todos que estiveram com a gente na plateia, nas festas, nas produções, nas aulas e que venha um ano NOVO com tudo o que ele de melhor puder nos trazer!!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!!!

Auto de Natal - Cia Teatral Boccaccione
Direção - João Paulo Fernandes
Fotografia - Rodolpho Cavalheiro


"Dizem que, ao chegar a época em que se comemora a Natividade do nosso Salvador, o pássaro matinal se põe a cantar a noite inteira, nenhum espírito então se atreve a adejar pelo espaço, as noites são saudáveis, os planetas se acalmam, as fadas não atuam, nem as feiticeiras usam o seu poder de encantamento.   Como esse tempo é feliz e cheio de graça".(W. Shakespeare)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Acabou 2011???

Esse ano foi muito intenso para mim... Novos desafios e muitas pessoas interessantes conheci na área teatral.


Logo no comecinho do ano ministrei, juntamente com a Cia Boccaccione, pela Oficina Cultural Cândido Portinari a oficina de circo-teatro “BENJAMIM, O FLILHO DA FELICIDADE”.

Os queridos alunos da III Turma do Curso Técnico em Arte Dramática do SENAC se mostraram ousados e com muita vontade de trabalhar. Também muito interessante foi a consolidação da Mostra de Artes Cênicas do SENAC podendo reunir grandes profissionais de teatro de Ribeirão Preto em Workshops gratuitos para a população.

Em Cajuru houve um Festival de Teatro Estudantil onde pude levar para apresentar alunos do CRAS – Cravinhos e Serrana, alunos da Oficina de Artes e os do SENAC. Momento muito interessante de troca artística e envolvimento dos grupos.

Claro que não posso deixar de citar a FESTA DE 5 ANOS DO BOCCACCIONE. Momento importante, alegre e que diz muito sobre nós. Levamos nosso repertório infantil para o SESC – Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Campinas e Catanduva.

Ah... O Rio de Janeiro... Ele é realmente lindo. Junto com a Cia. Boccaccione fizemos uma curta temporada com a peça que nos aproximou – Faustino, um Fausto Nordestino – na A.B.L. (ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS).

Participamos de Festivais de Teatro importantes no estado de SP e no RJ (Presidente Prudente, São José dos Campos, Araçatuba, Pindamonhangaba, Paraguaçu Paulista, Quatis e o nosso, de Ribeirão Preto, para não deixar de citar).

Integramos ao grupo estagiários que nos ajudaram muito a amenizar a montagem, transporte e manutenção dos objetos cênicos. Diego, Vilsinho, Alex, Biba... Muito obrigado!

Os alunos da Terceira Idade no SESC Ribeirão Preto levaram sua arte para o SESC de São José do Rio Preto realizando um intercâmbio cultural significativo!

O projeto SALA DE TEATRO trouxe uma reflexão sobre formação para o grupo Boccaccione e nos fez aprender muito.

Também aprendi, ri e me diverti com a turma do curso livre – Interpretação para TV e Cinema do SENAC.

Ufa! Quanta coisa...

Depois de tudo isso vem as merecidas férias... Espero que essa pausa possa me ajudar a organizar melhor as ideias e pensar numa forma de fazer melhor todos os desafios que vierem em 2012.

Obrigado aos que acompanham o BLOG e um abraço afetuoso de Feliz Natal!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

II FESTIVAL DE TEATRO DE RIBEIRÃO PRETO

A multiplicidade de linguagens que os grupos da cidade possuem voltou a ter espaço no 2º. Festival de Teatro de Ribeirão Preto.

Foi evidente o aumento do público espontâneo. A qualidade também melhorou com a curadoria assinada por Letícia Andrade.

Os debates ainda careceram de pontuações mais críticas. O ator Gustavo do grupo Espanca de Belo Horizonte nos mostrou como é importante o intercâmbio com grupos de fora para o debate mais profundo com as produções locais.

Talvez esses sejam os dois pontos mais necessários, na minha visão, para uma próxima edição: Críticos e Companhias de fora!

A crítica ajuda a repensar sobre o trabalho e o intercâmbio cultural nos redimensiona.

Parabéns à Secretaria Municipal de Cultura e aos grupos teatrais de Ribeirão Preto que estão escrevendo uma nova história.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Espaço na mídia para produções locais.

Falta imprensa especializada. Em nossa cidade (Ribeirão Preto) temos percebido um aumento significativo na 
área cultural, mas nossa imprensa, em geral, não tem evoluido com isso. Não existem críticos de arte, na tv só tem espaço para apresentações com Globais e CQCs de qualidade questionáveis. Fala-se muito sobre entretenimento e pouco sobre arte na mídia local. E a gente vai levando...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Êta vida mambembe!

Nossas viagens estão cada vez mais intensas. Com UBU Rei rodamos os principais Festivais de Teatro do Estado de SP.

Como temos a Oficina antes da peça tenho tido a oportunidade de conhecer muita gente que ama o teatro, atores, alunos, gente de todo o tipo... idade, classe social... Muito ver em cena o Boccaccione em cada lugar com uma composição diferente.

Muito bom aproveitar essas viagens para boas risadas como o elenco, técnicos – estagiários... Curtir os hotéis e relaxar da correria que a vida artística nos impõem para sobreviver.

Que venham mais viagens! Que venham mais pessoas...

A relação humana que o Teatro nos proporciona é algo indescritível!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Nomeando um grupo de teatro

“E o que é um nome?” Ah, Sônia, porque me persegue?

Um nome de um grupo de teatro não segue uma regra para ser esolhido.

Um nome pode apenas ser um nome... Pode revelar uma característica da linguagem estética do grupo, pode ter aparecido “do nada” numa reunião despojada entre os integrantes.

O nome também pode ter sido um presente de algum padrinho, ou qualquer outra coisa. Ao invés de buscar um SENTIDO busque uma identificação.

Existem diversos grupos teatrais com seus diversos nomes, cito aqui alguns de Ribeirão Preto: BOCCACCIONE, ENGASGA GATO, LOS MUCHOS TCHÁ TCHÁ TCHÁ, ZIBALDONI, FORA DO SÉRIO, ANDARILHOS, TERTÚLIA, ESTÔMAGO, QUERATINA, COMPANHIA DAS CENAS, CORNUCÓPIA, AGNUS ARTE, ACIMA DO BEM E DO MAL, AINDA SEM NOME

Certamente deixei muitos de fora, mas só para uma demonstração bairrista da diversidade de nomes, sentidos e significados.

Não é fácil nomear, não é legal rotular, mas precisamos de uma identificação artística. Sempre é bom buscar por um nome e se esse momento possibilitar o debate, a amplitude do conhecimento e a sensibilidade artística que a escolha de um nome seja um momento valorizado, demorado e questionado!

Política barata dentro de grupos NÃO!!!

Chega a ser patético algumas pessoas que fazem, dentro dos grupos teatrais que participam, uma organização política de dar inveja à Brasília!

Não estou dizendo de panelinhas, quando pessoas que possuem afinidades se encontram com mais freqüência, como comumente vemos nas escolas, onde aquele grupo só deseja realizar o trabalho, preparar a cena entre os integrantes de sempre...

Falo aqui de reunião, conspiração, busca por votos e sabe lá o preço do “mensalão” teatral que estão pagando. Elogios em excesso se tornam diplomacia, demagogia muda de nome para ética e por aí vai. Tudo isso em nome do poder de decisão que chega desde a escolha do nome do grupo às decisões mais sérias que não deveriam ser tomadas por democracia. Aliás o democrático demais me incomoda, afinal “toda unanimidade é burra”, já dizia Nelson Rodrigues.

Ora, se temos pessoas com talentos e competências diversas, acredito que o mais sensato seja delegar à essas pessoas o poder de discernimento sobre questões que lhes cabem.

Outro dia, conversando com uma atriz da área, que revelava sua insatisfação sobre esse processo politiqueiro percebi como isso tudo pode afundar a arte, o processo de pesquisa, desintegrar um grupo todo.

Ela deixou o seu grupo. Junto com ela começamos a nos questionar...

Como promover o diálogo, sempre aberto sem ferir os egos de nós, atores, que temos em nossa essência, entre outras qualidades, a vaidade? Como compreender o caminho para o onde o grupo quer ir, privilegiando os desejos pessoais sem perder o foco da chama inicial que reuniu todas essas pessoas? Como permitir que amizades não deturpem o sentido da reunião daquele grupo, que é muito maior do que assuntos pós-balada?

Não consigo responder todas essas questões por outros, mas preciso refletir por mim...

Foi o que ela não fez. Ela não procurou em si a resposta, ela esperava dos outros a mudança e isso faz muita diferença!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sou apenas um homem de Teatro

"Sou apenas um homem de teatro. Sempre fui e sempre serei um homem de teatro. Quem é capaz de dedicar toda a sua vida à humanidade e à paixão existentes nestes metros de tablado, esse é um homem de teatro"

Esse trecho da peça "Liberdade, Liberdade" escrita por Millôr Fernandes e Flávio Rangel resume muita coisa do que sinto e anseio viver!